segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Carnaval de macho

Enfim, para os não-Bahianos, o carnaval acabou. E acabou com aquelas matérias clássicas sobre escolas campeãs, segredos de carros alegóricos, depoimentos emocionados de quem venceu na avenida e...mulheres.
Ser rainha-princesa-dama-condessa da bateria é um negócio como qualquer outro. Rende pra escola, rende pra mulher, rende pra imprensa. Só não rende pra mim nem pra você, claro. E aí o Fantástico (sempre ele) me sai com uma matéria de SUPERMA RELEVÂNCIA #sóquenão para o povo brasileiro: Musas marombadas do carnaval - é bom ou é ruim? Pão com linguiça ou pão com ovo?

Eles tiveram o trabalho de fazer uma timeline da desgraça corporal das "musas". Link aqui.
Na minha opinião, cagou tudo. Entendo que corpo de mulher, por mais trabalhado que seja, balança. E muito! Parece que vai desmontar tudo e cair pelo chão. Mas foi Deus quem quis assim, e acho muita petulância nossa querer alterar em 100% um projeto que vem sendo bem sucedido desde a criação da Humanidade. Uma coisa é botar um peito maior, dar uma ajeitada num nariz bruxesco, consertar uma orelha fora de esquadro. Mas embrutecer é renegar uma natureza interessante, de curvas que nos diferem do outro sexo, o masculino. Se firmeza muscular fosse requisito pra sambar, não teríamos rainhas de bateria e sim REIS de bateria, homens de pinto de fora, pintados com glitter, sambando! Mas o que eu sei, né, eu visto 42 e não estou na academia...

Gracyanne Barbosa, aquela que levanta o marido e quem mais estiver por perto em cima do supino.

Eu, assim como a equipe de produção do Fantástico, sou do tempo de Luiza Brunett e Luma de Oliveira como rainhas de bateria. Malhavam, davam aquela atenção pra bunda, mas continuavam com uma figura semelhante a qualquer mulher desconhecida. Balançava, normal. Mas eu não sou homem, então não sei se isso é/era bom ou ruim.

Adriana Bombom...de pedra.

E já que não somos jurados nem especialistas em carnaval - e mesmo esses já disseram que não curtem essa macheza visual das moças da avenida - o G.I. quer saber a opinião sincera dos homens, os únicos que realmente prestam atenção nessa parte do desfile.

Valeska Popozuda e seu popô de derivado do petróleo.

A foto acima é um bom exemplo disso. É uma mega bunda, de silicone. E aí? É bom? Vale a pena? Jamais terá celulite, isso é fato. Mas é bonito? Podem responder nos comentários, a gente vai anotar!

Juju Salimeni, que podia ser centroavante do Corinthians.

E as coxas? Porque algumas não têm implantes de silicone na bunda, mas tem essa mega power coxa de mármore, talhada na base da malhação extrema tipo UFC. É bom? Tá bonito? É o segredo do sucesso?

Viviane Araújo, onde tudo isso começou.

Não intenciono me tornar um monstro de academia, ainda que isso seja a nova ordem mundial. Mas acho interessante saber o que passa na cabeça das pessoas sobre isso, porque até o Facebook anda com um anúncio irritante sobre um "remédio milagroso que destrói gorduras do corpo em 3 dias".
Sim, eu pretendo emagrecer e voltar para a academia assim que possível - porque eu não vivo de close e preciso trabalhar de verdade - mas pra me manter decentemente saudável e bem cuidada.

Ah, e pros defensores do maromba lifestyle das moças da avenida, não levem nada disso tão a sério a ponto de perderem a linha nos comentários. Afinal, opinião é que nem bunda - cada um tem a sua.

4 comentários:

  1. Me senti representada pelo teu texto. Obrigada. :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ô querida, sempre um prazer! Que bom que você gostou e não fez barraco como as marombadas que vieram aqui gongar a MINHA - e só minha - bunda! Volte sempre!

      Excluir
  2. Tive que passar aqui pra postar a Juliana Alves, linda rainha da Unidos da Tijuca: http://www.portaltudoaqui.com.br/uploads/11022013202802musas-rainhas-carnaval-2013-primeiro-dia-rio-juliana.jpg E a Cris Vianna http://imguol.com/entretenimento/carnaval/2013/2013/02/12/12fev2013---cris-vianna-a-rainha-da-bateria-da-imperatriz-leopoldinense-substitui-luiza-brunet-1360647016687_956x500.jpg Fizeram bonito. Corpo escultural e feminino. Longe da realidade da maioria das mulheres, mas mesmo assim, femininas.

    ResponderExcluir