sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Voltamos já!


Gente, fiquei doente. Não, não foi praga nem mau olhado. É uma sinusite from Hell. Volto logo!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Perigo em Tendência: Femen

Eu avisei que ia babar e, mais uma vez, ninguém me ouviu.


Sempre achei a proposta desse Femen (Ucrânia) meio tosca. Ok fazer 1 protesto nua, chama a atenção e tal. Mas TODOS? Com lindas loiras e seus peitinhos novinhos à mostra? Me deixava sempre com a sensação de "serei capa da Playboy" por trás de cada ato de "feminismo" praticado pelo grupo, que se insurgia nos momentos mais inconvenientes.

Prontas pro close up
É só aplicar o logo da revista ali em cima e já era

Como não poderia ser diferente, o Brasil (no caso, Brazil com Z) entrou no jogo, e como não poderia ser diferente, conseguiu ser mais tosco do que o grupo pioneiro. Em sua última - e frustrante - tentativa de protesto, destruíram uma loja Marisa. Destruição e vandalismo, como se vê em qualquer partida de futebol ou apuração de escola de samba. Super femininas vocês...Só que não.
Tão femininas quanto uma torcida de futebol que perdeu o campeonato

Alguma ex-integrante que ainda não foi chamada pra ser capa de nada disse à imprensa que o grupo brasileiro não possui propostas feministas (leia aqui). O que corrobora a minha versão de que tudo não passa de uma tentativa em massa de ser subcelebridade e ter um quadro pelada no Zorra Total.


Até onde pude pesquisar - porque esse assunto me dá MUITO SONO - a "líder" do grupo brasileiro, Sara Winter já dá meio uma pinta de modelo "pin up" por aí. OU SEJA...

Sara, em atividade extra-feminista.


Diariamente, o horror se espalha entre mulheres no mundo todo, especialmente em países abandonados pelo poder público - como os países africanos e latinos, por exemplo. Lá ninguém vai dar pinta peladinha com flores na cabeça, né? Assim como também é muito fácil defender índios postando imagens no Facebook direto do iPhone 5.
Eu quero ver fazer protesto na delegacia da mulher, onde os casos - quando registrados - dão ânsia e medo até nos oficiais de justiça. Mutilações autorizadas pelo Estado (na África), situação de risco em países latino-americanos, doenças, falta de emprego, violência dentro de casa, estupradores à solta. Não vejo nenhuma das loiras peladas arregaçando as mangas pra lutar por essas causas. Eu disse mangas? OH WAIT!

E está virando um merchan que brilha os olhos daquelas adolescentes que já dão close nas webcams do mundo, mas não por uma causa, mas pelo prazer de ser fotografada nua em mídias de grande porte e não só no Facebook de algum pedófilo.




Mas não sejamos injustos. Quando neva, elas usam uma roupinha, vai!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A filha do Seu Faceta

Meu pai riu da minha cara quando contei que havia comprado um vestido de noiva. Esfregava as mãos, animado, perguntando onde seria a quermesse e frisando que adora quentão, desdenhando do meu futuro e me chamando de caipira numa frase só.
Eu podia anunciar que seguiria com o circo - já que é praxe eu me envolver com palhaços - que ia virar hippie numa comunidade ovolactovegetariana, ou mesmo integrar as forças de "paz" em algum país assolado pela desgraça humana, mas casar era a deixa para um esquete de comédia. Pastelão. Como aquele famoso esquete dos Trapalhões, onde o finado Zacarias e o highlander Didi fazem filha e pai, respectivamente, num jogral hilário sobre os tipos suspeitos com quem a mocinha se casaria:
- Papai, eu quero me casar!
- Ô minha filha, ocê diga com quem!
- Eu quero me casar com o leiteiro!
- Com o leiteiro ocê num casa bem....
- Por que, papai?

E o velho Faceta desfia um rosário de malefícios e sacanagens que as profissões listadas incutem nos candidatos a genro, sempre minando as possibilidades da filha.



Eu sempre achei, além de dispendioso, meio excêntrica a compra do vestido de noiva. Podia ser como uma jóia de família no século passado, mas hoje é mais um item fantasmagórico do que algo romântico e virginal. Um vestido de noiva carrega em si um tear inteiro de mágoas, antes mesmo de sair da loja ou do incensado ateliê do estilista famoso.


A mágoa da amiga escolhida para madrinha por ser a única solteira do grupo; a mágoa do noivo, que nem sabe do que se trata e preferia fazer um churrasco para a galera em Ibiúna; mágoa da irmã que casou grávida e usou uma bata de algodão porque era o que cabia e o marido pediu pra sair 37 dias depois; mágoa da vendedora, que aos 53 anos casou as outras mas até hoje só vestiu a grinalda, e ainda assim escondida do patrão, fez uma foto e guarda, amarelada, no fundo da gaveta de calcinhas junto com os santinhos de Santo Antônio e Santo Expedito, o das causas urgentes.

E ele dura apenas oito horas, é a roupa com o menor prazo de validade do mundo, ganhando de braçada das duvidosas malhas chinesas. Eu comprei o vestido porque estava em promoção - toda a arara por R$150,00. Eram os rejeitados, sem brilhos, sem manga presunto, sem oito saias, sem cauda. Comprei porque acho que ai menos aquele merecia uma vida melhor, que durasse anos, que fosse a estrela do casório da quermesse, ou de um cenário de Nelson Rodrigues, perturbando a cabeça de Alaíde.

Deixem os vestidos viverem!
Deêm-lhes vida após a pequena morte, aquela que acontece após os noivos se encontrarem - enfim sós - no quarto do hotel en Gramado, melhor destino com a grana de sobrou da festa e do vestido. Esqueça o malfadado trash the dress, nem mesmo os loucos rasgam dinheiro, mulher! Seja fada madrinha nas festas infantis, ou a noiva do banheiro nas noites de dia das bruxas! Ande com ele pela casa, mas deixe o vestido viver, pelo menos enquanto viver também o casamento - tecido bom e marido bom é difícil de encontrar em promoção. Vão-se os maridos, ficam os vestidos.