quinta-feira, 7 de julho de 2011

Jenialidade

Quando eu era adolescente, conheci um fanzine sensacional chamado "02 Neurônio". Me foi apresentado por minha melhor amiga, a incrível-linda-bem-sucedida-e-bem-casada Claudia Jouvin. Aquele malajambrado jornalzinho de papel salvou a minha vida (e acredito tê-lo guardado em algum lugar nestas caixas de mudança). Desde então, Nina Lemos, Jô Hallack e Raq Affonso são tipo vereadoras das minhas causas, mais especificamente no que dizia respeito ao convívio nada sutil com seres do sexo oposto.

Nina Lemos, pessoa normal

E até hoje ainda salvam meu "superego descontrol" com frases simples como esta:
"Você sabe que virou meio adulta quando (continuação): 12- Você desencana da idéia de ser um gênio. Seja da literatura, do cinema, das artes plásticas, da ciencia ou do que for. E se dá por feliz em ter “algum” talento."

Jeannie, a gênia mais malandra da História

Porque eu sou dessas que acredita. Com tanta gente sendo autodidatamente brilhante e blasé, eu cheguei a pensar que eu era uma fraude. Cilada, Bino!
Não é porque eu não saio arrotando frases de Stendhal que eu não o li. Como também não é porque eu não faço fila na porta do Alexandre Herchcovitch que eu não o reconheço como estilista. Esse negócio de ser um podcast de cultura full time é um pé no saco, Pequeno 14! (entenda a expressão amplamente utilizada por mim e por meu Grande Pai 20 aqui)

E outra coisa que causa terrível baixa nos bancos de sangue Brasil afora é essa languidez forçada, uma Síndrome de Rosinha que não tem testosterona que cure! Não sei o que há, nem quem foi que disse que o segredo do sucesso era esse, sei que muita gente caiu (olhaí, Bino, de novo...) e segue uma verdadeira marcha zumbi de languidez e Gabrielice. Eu sou super a favor de subir no telhado usando apenas um vestidinho embeiçado de algodão, mas não se pode viver assim.

Hay que endurecer, né Pereio? Mas daquele jeitim...

Vivam as suas vidas como manda o seu figurino, mas por favor, não me obriguem a fazer igual. Quando se trata de vida, eu sou a favor do alfaiate, que faz sob encomenda e um não é igual ao outro.

E em homenagem à minha (secretamente) querida Nina Lemos, una canción!

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